O que é Rappel.
Rappel é uma técnica montanhista para efetuar a descida. O deslize é controlado por cordas ou cabos; uma cadeirinha especial e alguns outros acessórios garantem a segurança do praticante. Durante uma descida é possível realizar algumas manobras, como balançar e até ficar de cabeça para baixo, tornando o esporte mais atraente para quem curte emoções fortes. A palavra Rappel é do vocabulário francês que quer dizer “chamar” ou “recuperar”, que foi usada para batizar uma técnica de descida por cordas, amplamente praticada em esportes como escalada, canyoning, espeleologia (exploração de grutas e cavernas) e outras atividades. Nos últimos anos essa técnica tem sido empregada como uma diversão em si, e não apenas associada aos esportes que a criaram, pois era utilizado por equipes de resgates em suas operações. O que se faz é subir caminhando por uma trilha e descer até o ponto inicial da trilha por uma corda, usando técnicas do rappel. Tal processo é muito divertido, mas de extrema responsabilidade, pois não podemos esquecer de checar e usar todo o material para a descida, bem como fazer uma ancoragem boa e segura. O rappel, desde que acompanhado e organizado por guias experientes, pode ser praticado por qualquer pessoa, que pode transpor obstáculos como cachoeiras, paredes, precipícios, pontes e outros. É uma aventura deliciosa, que permite um contato intenso com a natureza, já que a maioria dos locais escolhidos para a atividade são cachoeiras (rappel molhado) ou outros acidentes geográficos naturais. Essa atividade é feita por meio de equipamentos seguros que permitem que qualquer pessoa que goste de aventuras desça pelas cordas, com a alternativa de parada no meio da descida, para tirar fotografias ou simplesmente apreciar a paisagem ao redor.
Resumindo o Rappel: A corda é “ancorada”, ou seja, presa, em algum ponto seguro no topo de onde o rappeleiro irá iniciar a descida. O rappeleiro se coloca ao lado da corda (destros à esquerda e canhotos à direita) unindo o freio ao mosquetão e o mosquetão à cadeirinha, põe a corda em seu freio e começa a descida. O primeiro passo do “rappeleiro” é prender uma fita, chamada “solteira”, em seu equipamento e no local onde a corda foi ancorada. Esta vai ser a sua segurança até que ele passe a corda em seu freio e se posicione para começar a descida. A posição do corpo na descida é perpendicular ao apoio do pé (parede de pedra por ex.). Tronco reto, pernas abertas naturalmente e pés chapados no apoio. O rapelista procura observa abaixo, escolhendo o melhor lugar para colocar os pés.
Tudo pronto, se solta da ancoragem e inicia-se a aventura. Existem diferentes freios, portanto, diferentes formas de se controlar a descida. Dependendo de onde se desce, dizemos que a descida é negativa ou positiva, ou seja, positiva é quando, se tem apoio para os pés, quando se está descendo, por exemplo, um paredão, e conforme vamos descendo, também vamos pisando na parede para apoiar os pés, na negativa, descemos no vazio, sem qualquer tipo de apoio, portando é só o aventureiro e sua corda. Existem muitas descidas em que alternamos entre a negativa e a positiva, isso varia muito de onde se desce.
O EQUIPAMENTO deve estar sempre em boas condições, devem ser de boa marca e procedência e devem passar sempre por uma manutenção que é simples, podendo ser feita por qualquer pessoa. A segurança deve estar acima de tudo, inclusive da economia, portanto é melhor comprar um bom equipamento do que comprar outro mais barato, mas que não se sabe a resistência, a capacidade e principalmente a qualidade.
O Rappel é uma técnica relativamente fácil. Mas, se você quiser praticá-lo, é essencial que você faça um curso, ou seja, procure instrução de um guia qualificado para garantir a segurança durante a prática do esporte.
ANCORAGEM é o ato de prender a corda em um ponto, sendo recomendável ancorar em dois ou mais pontos, garantindo assim a segurança. A ancoragem pode ser feita com a própria corda, mas os mais usados hoje em dia, são as fitas tubulares, que proteger o desgaste da corda na ancoragem tendo uma resistência igual ou maior que a própria corda, e são usados mosquetões simétricos para unir a fita à corda. As ancoragens de segurança (sobressalente) não devem estar tencionadas, dando-as flexibilidade caso aconteça da principal se soltar.
Tipos de Rappel
Rapel Inclinado:É o tipo de rapel mais simples de ser executado, como o próprio nome diz, ele é feito em uma parede ou pedra com menos de 90º de inclinação. Ele serve de base para os outros tipos, e é nele que nós nos familiarizamos e sentiremos segurança no equipamento.
Rapel Vertical: Não se difere muito do visto acima, tendo suas grandes diferenças apenas na saída, onde dependendo do ponto de fixação da corda, poderemos ter um alto nível de força no baldrier (cadeirinha) devido a passagem do plano horizontal para o vertical. E um outro fator a ser considerado é uma maior pressão no freio.
Rapel Negativo: Este tipo de rapel é um dos mais praticados, deve-se isto ao fato de ser um rapel que é feito em “livre”, ou seja, sem o contato dos membros inferiores com qualquer tipo de “meio”(pedra, parede, etc.). O seu ponto crítico é a saída, pois temos que ficar quase de cabeça para baixo e é quando temos um nível muito alto de pressão no baldrier e no freio, devemos ter também uma grande atenção na velocidade de descida, pois ela aumenta fácil e rapidamente.
Rapel Invertido Negativo: Feito nas mesmas condições do visto anteriormente, sendo que após a saída, toma-se posição invertida (de cabeça para baixo). Deve-se antes executar a manobra, mentalizar os procedimentos, pois você estará em uma posição invertida assim como os comandos do freio, além é claro da facilidade do aumento de velocidade.
Rapel de Frente: Nas mesmas condições que os outros, sendo agora de frente para a descida (tipo o filme Soldado Universal), além de dar mais “medo” devem-se tomar cuidado na hora do freio quanto a posição do corpo e a elasticidade da corda, pois estamos em uma posição em que podemos facilmente perder o equilíbrio.
Rapel em Cachoeira – Canyoing: Podemos encontrar aqui diversos tipos de descida (quanto a posição de descida). Mas o principal aqui é alertar quanto ao fato de estarmos descendo em pedras escorregadias que ao menor descuido nos fará perder o equilíbrio e trará consequências imprevisíveis. Também devemos considerar a força da queda d’água. Não é qualquer cachoeira que nós podemos nos enfiar debaixo, devemos ter prudência na hora de escolhermos, pois se entrarmos embaixo de uma “tromba d’água” teremos consequências desastrosas, como não conseguir frear.
Rapel intercalado: Rapel este que teremos que fazer “escalas”, ou seja, desceremos com a corda dobrada e a prenderemos em um outro ponto de fixação (pelo menos três metros antes do final da corda) a descida deverá seguir uma sequência que é normalmente estabelecida antes de ser iniciada. Como norma de segurança, devem-se amarar as pontas da corda com um nó de pescador e colocar ali um mosquetão, procedimento este que em caso de perdermos o controle da descida, ficaremos presos no final da corda, evitando uma queda que seria fatal.
Segurança: Alguns cuidados a serem tomados.
Proteger a corda no ponto em que ela fica “raspando” na rocha, principalmente na ancoragem. Manter o tórax e a cabeça longe da corda, no ponto em que a corda passa no freio, é comum enroscar camiseta ou cabelos. Cabelos compridos devem estar bem presos e de preferência todo dentro de uma toca ou boné. Evitar que seu equipamento fique caindo no chão, a maioria é feita de uma espécie de liga de alumínio, que trinca com certa facilidade. Nunca praticar escalada, rappel, etc. Sozinho, uma segunda pessoa para fazer a segurança, ajudar a checar o equipamento, a ancoragem, nós, etc. é imprescindível. No rappel, após uma descida, os freios tendem a se aquecer, muito cuidado para não se queimar.
Rappel é uma técnica montanhista para efetuar a descida. O deslize é controlado por cordas ou cabos; uma cadeirinha especial e alguns outros acessórios garantem a segurança do praticante. Durante uma descida é possível realizar algumas manobras, como balançar e até ficar de cabeça para baixo.
Procedimentos.
1) corra a corda através do nó orientador e em torno do corpo.
2) ancore-se a uma rocha comum porco de corda de escalar ou uma corda de suspensão se a sua posição for instável.
3) assegure-se que o resto da corda esteja espalhada para que possa correr livremente através do nó de travagem.
4) não deixe que a parte bamba da corda cresça demasiadamente, ao corra com a corda para que o escalador perca o equilíbrio.
5) em caso de queda, relaxe a mão guia, deixe a corda escorregar em quantidade suficiente de modo que a ação de travagem seja aplicada gradualmente.
Escalda artificial: É um processo de escalar para duas ou pessoas onde é necessário ter cordas. Uma pessoa (o escalador) ata a corda em torno da cintura usando um lais de guia e efetua a subida, enquanto a ou pessoa assegura a sua subida. Essa pessoa vai ancorar a corda com um nó trempe atado com uma ou duas laçadas para se segurar a ele próprio, passando a corda de escalar por cima da cabeça e por baixo das ancas, dando uma volta em torno do braço mais próximo da âncora, levantando a parte bamba da corda. O escalador ata um lais de guia em torno da cintura e inicia a escalada (A) o outro parceiro vai tomando a corda de maneira a mantê-la manejável.
E importante que ambos se situem em linha reta em relação um ao outro (B).
A pessoa que puxa o escalador tem como posição ideal à posição sentada.
L a deve sentar-se e tentar ter um bom apoio com as pernas e nádegas. As pernas devem estar direitas, os joelhos travados, e a corda deve correr em torno cintura.
Tenha em atenção que a corda de caminhar só pode suportar cargas (tensão ruptura) de 907 kg, o que é apenas suficiente para salvar um homem numa queda modesta. Um montanhista pesando 82 kg caindo de uma altura de 30 m exercerá, quando for puxado, uma força equivalente na corda de 1038 kg.
A corda que protege os montanhistas contra as quedas verticais deve ter uma tensão de ruptura de 1900 kg. Quando isto não for possível, use a técnica da corda dupla: junte duas cordas.
Todos os montanhistas devem estar atentos aos seguintes perigos:
ROCHAS MOLHADAS OU GELADAS: podem tornar um percurso fácil em impraticável.
NEVE: pode cobrir buracos.
LAJES DE ROCHAS LISAS: podem ser perigosas, especialmente se estiverem molhadas ou geladas.
TUFOS DE ERVA OU PEQUENOS ARBUSTOS: podem crescer em solo solto e corado.
Técnicas de Rappel
As tropas italianas de montanha estão entre as mais bem preparadas do mundo. Conheça e use as suas técnicas de rappel. Incline-se com um ângulo de 45° em relação à rocha. Mantenha as suas pernas bem separadas e direitas para ficar estável. Suba a sua gola para prevenir a queimadura da corda na parte de trás do pescoço. Use luvas e outros artigos de roupa para proteger as mãos, ombros e nádegas. Incline-se e esteja voltado diretamente para a rocha de modo que os pés estejam paralelos a esta. Mantenha os ombros bem afastados dos pés.
Ancoras: alguns sistemas de ancoragem são simples e consistem apenas num ponto de ancora. Também podem ser complexos e constituídos por diversos pontos de âncora. Estes pontos fornecem proteção para ambos os montanhistas envolvidos. A base para qualquer tipo de âncora é um ponto forte e seguro para a fixação. Os seguintes exemplos podem servir como pontos de âncora naturais:
PEDRA EM CUNHA (A): uma pedra naturalmente em cunha é uma pedra que está seguramente entalada que pode constituir um bom ponto de âncora para uma corda. Em muitos casos, a pedra está entalada numa fenda.
CABEÇO (B): um cabeço de rocha uma pedra grande ou parte de na rocha que tem uma superfície angular, sobre a qual uma corda pode ser colocada de forma que nunca escorregará. Deve ter o cuidado de verificar se o cabeço não vai ficar solto quando for submetido a uma carga súbita.
ARVORE (C): as árvores podem ser pontos de âncora muito seguros, embora em terrenos rochosos ou soltos elas não devam ser utilizadas como tal se houver outros pontos disponíveis. Se não tiver outra hipótese, deve examinar atentamente arvore e verificar se há deslizamento.
ESPIGÂO (D) um espigão é uma projeção vertical da rocha. Para usar como um ponto de ancora, coloque uma funda em torno do espigão. Assim como se utilizam as ancoras naturais também se podem ser usados ancoras artificiais. Pense em utilizar dois ou mais pontos ancora que reforçara todo o sistema de ancoragem.




































