Este é um dos aspectos das artes marciais de vital importância para as técnicas de combate e ao qual, todavia, se presta pouca atenção.
Dispõe-se de uma gama muito ampla de armas de ataque e de defesa, mas quando e de que maneira devem ser utilizadas? Esta e a pergunta básica. A distância e a coordenação são as variáveis mais importantes. Todas estas considerações têm relação com os princípios fundamentais pelo quais se regem tantos os exercícios, como os indivíduos, e podem ser aplicados também, em maior ou menor graus, a muitos outros campos fora das artes marciais. A distância tem relação com o espaço pessoal de um indivíduo, com seu território. Por assim dizer. Poder-se-ia afirmar que ocupa diferentes regiões, mas o primeiro espaço, o mais importante é que se encontra no interior da pele de cada um. Evidentemente, este espaço não deve ser violado se uma pessoa não deseja sofrer qualquer dano (ou pelo menos, a pessoa deve controlar inteiramente o objeto ou a pessoa que penetra neste espaço e a maneira como o faz). Os temas de cura, ou dano físico, a nutrição, o envenenamento, o ato sexual e a violação entroncam com tudo isto. De fato, para controlar este espaço pessoal interior, e necessário controlar o espaço que existe em torno do corpo. Na maioria das civilizações, o espaço individual da pessoa inclui também o campo variável que a rodeia. No que se refere as artes marciais, este espaço exterior fica definido pela distância a que o eventual agressor se colocaria para golpear diretamente, sem necessidade de dar um passo para frente como preparação do golpe. Esta distância básica fica determinada pelo alcance do braço ou a perna do opositor, acrescida de uma medida de cerca de três polegadas (7,5cm.).
Quanto ao combate, se o oponente entra neste campo, a pessoa deve retira-se ou neutralizar o ataque ou ainda contra-atacar. O espaço pessoal tem uma dimensão mais ampla: é o campo da consciência e abarca tudo aquilo de que uma pessoa em geral está consciente. Deve-se sempre permitir que o campo da consciência seja o mais amplo possível; desta forma evitam-se surpresas. Não há que levar o efeito qualquer tipo de ação, nem física, nem mental, contra os possíveis se agressores que não pretende provocar ataques, é muito importante que mantenha o espírito de harmonia. A concentração e a firmeza encontram-se no coração do espaço pessoal interno; a elasticidade e a resistência pertencem ao espaço pessoal externo e o espaço da consciência rege-se pela harmonia e pela tolerância. O ponto mais importante da trajetória de um golpe é aquele em que o impacto ou o contato pode produzir algum dano. Por exemplo, no início do golpe não dispõem da energia necessária para causar prejuízo físico. Não há que levar a efeito qualquer tipo de ação, nem física nem, nem mental, contra os possíveis agressores que se encontram no interior deste espaço. De fato, se alguém não pretende provocar ataques, é muito importante que mantenha o espírito de harmonia. A concentração e a firmeza encontram-se no coração do espaço pessoal interno; a elasticidade e a resistência pertencem ao espaço pessoal externo e o espaço da consciência rege-se pela harmonia e pela tolerância. O ponto mais importante da trajetória de um golpe é aquele em o impacto ou o contato pode produzir algum dano. Por exemplo, no início do golpe digamos que durante as primeiras doze polegadas (30cm.), este golpe não dispõe da energia necessária para causar prejuízo físico. Da mesma forma, se é ultrapassado o suposto ponto de impacto em cerca de seis polegadas (15cm mais ou menos.), o antagonista perdera o equilíbrio e o golpe terá pouca eficácia. A estas limitações da se o nome de limites interiores e limites exteriores da força. Assim, o problema essencial do ataque consiste em fazer com que a trajetória do golpe (no interior do perímetro interno da defesa).
O problema daquele que se defende consiste em desviar o corpo da trajetória do golpe oposto. Estas questões podem ser resolvidas de muitas maneiras diferentes. Uma simples retirada ou um ataque direto pode servi simples retirado ou um ataque direto pode servir, embora estas alternativas careçam de sutileza e tenham algumas desvantagens. O mais importante no momento de atacar é a coordenação. Uma coordenação inadequada deixa o atacante exposto a um contra-ataque simultâneo que pode lhe ser fatal. Na defesa, com uma retirada direta, pode conseguir-se neutralizar o golpe e ter a oportunidade de escapar; mas no caso de se pretender neutralizar e contra-atacar, deve-se voltar e avançar. Uma das estratégias de defesa é a retirada em angulo, em que se afasta o corpo para trás e para o lado, com o que se consegue ficar fora do alcance do golpe e ao mesmo tempo manter uma posição vantajosa para contra-atacar. Ainda mais eficiente é a resposta circular, em que com apenas um movimento, a pessoa pode conseguir afastar-se e contra-atacar; é o mesmo que ocorre quando se empurra uma porta giratória: o golpe provoca a retirada, mas este mesmo movimento golpeia por trás o adversário. O tema de coordenação, que trata especialmente da ralação e da sincronização dos movimentos de uma pessoa com os movimentos de seu opositor, leva-nos ao conceito oriental básico de yin e de yang. Este conceito faz referência às duas características complementares da natureza: em cima e em baixo, à frente e atrás, forte e fraco, dia e noite, dentro, fora, etc. estes contrários se alteram continuamente, conforme se pode observar em qualquer processo natural e cíclico.
No combate, o ataque é yang, a retirada, yin. Como é lógico, seguindo a lei da complementaridade dos contrários, se o oponente é yang, uma pessoa assume o estado yin. O ataque não se responde com a resistência (o que serviria unicamente para incrementar a força de impacto), mas sim com suavidade, com uma retirada ou uma evasão yin. Contudo, segundo a lei natural, o yang segue o yin e o yin segue o yang. Na fase inicial da preparação de um golpe, o agressor é yin: está armazenando sua energia (antes de libera-la na forma de um golpe). Durante a fase, a suposta vítima deveria assumir de forma natural uma postura yang; deste modo, poderia seguir a corrente de energia que o outro está armazenando e cortar o seu ataque. Deve se dizer que esta técnica, altamente eficaz, requer uma excelente coordenação e uma percepção clara. Da mesma forma, quando se executa um ataque (yang) e o oponente desvia-se (yin), o atacante torna-se yin; ou desequilibra-se pela força do golpe, ou retira-se para preparar um novo ataque. Faça o que fizer o oponente pode desvia-se (yin), o atacante torna-se yin; ou desequilibra-se pela força do golpe, ou retira-se para preparar um novo ataque. Faça o que fizer o oponente pode aproveitar este estado yin para mudar para yang e contra-atacar. Se entender bem este princípio simples, observar-se a que são muitas as possibilidades: um braço pode ser yin (defendendo) enquanto o outro é yang (atacando); um braço pode ser yin e uma perna yang e inclusive, pode ocorrer que um membro seja yin e yang em tempos sucessivos. O importante é a pessoa dar-se conta de que, nos níveis mais avançados das artes marciais, o objetivo de todas estas estratégias é compreender intuitivamente as leis universais. O objetivo final não é simplesmente derrotar o adversário, mas encontrar o caminho (“do” ou “tao”), que é a forma de funcionar do universo. Contrastando com o enfoque “cientifico” tradicional, a forma tradicional de funcionar não é mecânica, nem e uma forma racional que sugira valores para nos ajudar a viver e a morrer. Este caminho é um caminho sentido e intuito, que as palavras não consegue descrever com precisão. É um caminho orgânico e ajuda para encarar a vida e a morte. Corpo, energia, mente e espírito.




































